HCC

Emergência

Informações

O serviço de emergência do HCC deve ser procurado somente em casos de urgências e emergências. Para consultas, solicitação de exames, receitas e atestados, o paciente deve procurar a unidade de saúde de seu bairro.
Para melhor atender a comunidade, o Hospital de Caridade de Carazinho implantou o Acolhimento com Classificação de Risco, como objetivo atender de forma rápida e eficiente quem mais precisa. Os pacientes são atendidos por um enfermeiro, que o classifica de acordo com a gravidade de seu caso, priorizando, assim, o atendimento aos mais graves.

Conceituando Urgência e Emergência

De acordo com a resolução nº 1.451/95 do Conselho Federal de Medicina (CFM), os casos de Urgência caracterizam-se por um processo agudo, que requer intervenção imediata, porém, que não oferece risco de vida iminente. Já os casos de Emergência caracterizam-se por um processo que causa risco iminente à vida e que requer intervenção imediata.
Estas situações são a maior expressão de fragilidade de um ser humano, pois, neste cenário, todos os indivíduos são iguais, sem distinção de cor, classe social e poder econômico.

Acolhimento com Classificação de Risco

Introdução

A Portaria 2048 do Ministério da Saúde propõe a implantação do acolhimento e da “triagem classificatória de risco”, nas unidades de atendimento de urgências. De acordo com essa Portaria, este processo “deve ser realizado por profissional de saúde, de nível superior, mediante treinamento específico e utilização de protocolos pré-estabelecidos. Tem por objetivo avaliar o grau de urgência das queixas dos pacientes, colocando-os em ordem de prioridade para o atendimento”.
O Acolhimento com Classificação de Risco – ACCR - se mostra como um instrumento reorganizador dos processos de trabalho na tentativa de melhorar e consolidar o Sistema Único de Saúde. Vai estabelecer mudanças na forma e no resultado do atendimento do usuário do SUS. Será um instrumento de humanização. A estratégia de implantação da sistemática do Acolhimento com Classificação de Risco possibilita abrir processos de reflexão e aprendizado institucional, de modo a reestruturar as práticas assistenciais e construir novos sentidos e valores, avançando em ações humanizadas e compartilhadas, pois necessariamente é um trabalho coletivo e cooperativo.
Possibilita a ampliação da resolutividade ao incorporar critérios de avaliação de riscos, que levam em conta toda a complexidade dos fenômenos saúde/doença, o grau de sofrimento dos usuários e seus familiares, a priorização da atenção no tempo, diminuindo o número de mortes evitáveis, sequelas e internações.
A Classificação de Risco deve ser um instrumento para melhor organizar o fluxo de pacientes que procuram as portas de entrada de urgência/emergência, gerando um atendimento resolutivo e humanizado.
O atendimento aos portadores de quadros agudos, de natureza clínica, traumática ou psiquiátrica, deve ser prestado por todas as portas de entradas do SUS, ou seja, pelo conjunto das unidades básicas de saúde e suas equipes de Programa Saúde da Família, pelas unidades de atendimento pré-hospitalares fixas e móveis e pelas unidades hospitalares, possibilitando a resolução dos problemas de saúde dos pacientes ou transportando-os responsavelmente a um serviço de saúde hierarquizado e regulado.

Missão

Ser instrumento capaz de acolher o cidadão e garantir um melhor acesso aos serviços de urgência/emergência.

Objetivos

> Humanizar o atendimento mediante escuta qualificada do cidadão que busca os serviços de urgência/emergência;
> Classificar, mediante protocolo, as queixas dos usuários que demandam os serviços de urgência/emergência, visando identificar os que necessitam de atendimento médico mediato ou imediato;
> Utilizar o encontro com o cidadão como instrumento de educação no que tange ao atendimento de urgência/emergência;
> Construir os fluxos de atendimento na urgência/emergência considerando a rede dos serviços de prestação de assistência à saúde.

Quem faz

Equipe multiprofissional composta por: enfermeiro, técnico de enfermagem, serviço social, equipe médica, profissionais da portaria/recepção entre outros.

A quem se destina

Usuários que procuram as portas dos serviços de urgência/emergência do sistema de saúde da rede SUS, no momento definido pelo mesmo como de necessidade aguda ou de urgência.

Como se aplica

O nosso serviço de emergência conta com o acolhimento com classificação de risco, que funciona da seguinte forma:
Ou seja, ao chegar à Emergência, o paciente fará um boletim de atendimento e, em seguida, será avaliado por uma enfermeira que, de acordo com os sintomas apresentados, irá classificá-lo nas seguintes cores:
> VERMELHO: os pacientes classificados com a cor vermelha passarão para a sala de emergência, pois necessitam de atendimento médico e de enfermagem imediato. São os casos graves como: ferimentos por arma de fogo (tiro), acidentes graves, parada cardíaca, entre outros.
> AMARELO: os pacientes classificados com a cor amarela passarão para a sala de emergência ou área amarela para o atendimento imediato. Nestes casos o paciente já irá realizar alguns exames se for necessário, como o ECG, se a queixa for dor no peito acompanhada de suor frio, pele fria, variação da pressão arterial e variação do batimento cardíaco.
> VERDE: os pacientes classificados com a cor verde poderão aguardar a consulta na recepção do hospital e ou serem encaminhados para o Ambulatório Municipal para atendimento médico. Os casos classificados de verde são aqueles que não oferecem risco de vida ao paciente. Também, nestes casos, o paciente já será medicado conforme protocolos de medicamentos elaborados pelo médico chefe (Diretor Técnico do Hospital) e, posteriormente, passará pela avaliação do médico plantonista para sequência do atendimento.
> AZUL: os pacientes classificados com a cor azul serão encaminhados às unidades de saúde de seus bairros ou ao Ambulatório Municipal. Também, poderão aguardar a consulta médica no setor de Emergência, mas, somente serão atendidos após os pacientes classificados como vermelho, amarelo e verde.

Observação importante: Nenhum paciente poderá ser dispensado sem ser atendido, ou seja, sem ser acolhido, classificado e encaminhado de forma responsável a uma Unidade de Saúde de referência.

Conduta a ser tomada

Os pacientes classificados como VERMELHO devem ser rapidamente encaminhados para a sala de emergência, onde deverão receber cuidados médicos e de enfermagem imediatos. Existe um subgrupo de pacientes classificados como VERMELHO considerados PRIORIDADE I, que toda a equipe deve estar alerta para identificá-los e encaminha-los à sala de emergência com acionamento de sinal sonoro.
Os pacientes classificados como AMARELO devem aguardar atendimento médico em sala de espera priorizada, onde deverão estar sob supervisão contínua de toda a equipe da Unidade. Deverão ser reavaliados idealmente a cada 30min ou imediatamente em caso de alteração do quadro clínico, durante a espera para o atendimento médico.
Os pacientes classificados como VERDE também aguardam atendimento médico em sala de espera, tendo sido orientados que serão atendidos após os pacientes classificados como VERMELHO ou AMARELO. Deverão ser reavaliados em caso de alteração do quadro clínico. Pacientes classificados como VERDE podem também receber encaminhamento à unidade básica de referência com garantia de consulta médica e/ou cuidados de enfermagem, situação que deve ser pactuada previamente.
Pacientes classificados como AZUL poderão ser encaminhados, através de documento escrito, para o acolhimento na Unidade Básica de Saúde de referência ou terão seus casos resolvidos pela Equipe de Saúde.
Observação importante: Todos os pacientes classificados como VERDE e AZUL, se desejarem, serão atendidos pela Equipe de Saúde.

Horário de Visita

Todos os dias, das 12h às 12:30h, das 18h às 18:30h e das 20h às 20:30h
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